A Altera, fabricante de chips programáveis, informou crescimento anual próximo de 20% e mais que dobrou o lucro operacional desde que voltou a operar como empresa independente. O resultado é impulsionado pela demanda de inteligência artificial e robótica.
A aposta nos FPGAs
O foco da companhia está nos FPGAs, sigla para chips que podem ser reconfigurados depois da fabricação. Eles são usados em conectividade, no pré-processamento de dados e na fusão de sensores em robôs, tarefas em que flexibilidade e baixa latência fazem diferença.
Ao contrário das GPUs, que ganharam destaque no treinamento de modelos, os FPGAs ocupam funções próximas ao mundo físico, onde o dado precisa ser tratado no exato momento em que é gerado.
Por que o crescimento importa
O avanço da Altera mostra que a infraestrutura de IA está se diversificando além das placas gráficas. Chips programáveis podem assumir papéis críticos em robótica, automação industrial e processamento junto aos sensores, o que amplia o leque de fornecedores relevantes na cadeia.